Refutar o Amor é refutar a Deus. É negar a existência Dele e todas as suas criações. Se privar de viver um grande amor, mesmo quando o sentimos entranhado na nossa carne, em todos os músculos e vasos sanguíneos, é se matar aos poucos e escolher a forma mais torturante para isso.
O amor é o veículo condutor à vida. Sem ele, nada existiria. É a substância amorfa que compõe o Universo e sustenta tudo que há. É a força motriz desse planeta, o que nos leva até a versão mais completa, bonita e DIVINA de nós. O Amor nos eleva, redime, arrebata, aproximando-nos de Deus. É o que nos imortaliza. O que transforma uma quarta-feira cinza em um instante a ser guardado para a eternidade.
O Amor é o que nos dá força, fazendo com que acreditemos, sem 1 única gota de dúvida, que podemos vencer qualquer um e qualquer coisa. É o que nos apazigua na mesma proporção, nos fazendo esquecer o mal que nos fizeram e qualquer tentativa de retaliação. O Amor é o que nos purifica, nos levando à completa redenção. E rendição na mesma medida, porque só quem já rechaçou o Amor e o expulsou da própria vida, cai de joelhos no chão pedindo perdão quando ele se personifica. Quando abraçamos o ser amado e nos sentimos total e absolutamente apaziguados, em absoluta comunhão, uníssonos com o Criador. O mundo está girando certo, encontramos o que tanto buscávamos sem saber. Prontos para morrer. E sorrir sentindo em cada célula do nosso ser, que a jornada valeu a pena.
O Amor nos ancora quando o mundo balança. É par pra qualquer dança, mesmo quando não se há música. O Amor tem um ritmo próprio, um caminhar preciso, mas não gosta de indecisos. Não arromba portas trancas, só fica onde é bem-vindo.
O Amor é a missão original; qualquer coisa diferente é desvio de rota.
É a única herança do espírito e a única coisa que nos acompanha quando partimos desse mundo. Também é a única coisa que resiste ao Tempo. E aliás, o Tempo não tem jurisdição sobre um coração apaixonado. Não tem cronômetro, nem relógio que dê jeito. Nem a morte se cria. Porque sabe que o Amor é o único que a desafia. E vence. Porque se o Tempo é o Senhor do Universo e a Morte a Senhora da Vida, o Amor é o Arquiteto da Eternidade; o Senhor da Infinitude.
Negar o Amor é não reconhecer a si mesmo como centelha do Criador, como parte inseparável de DEUS. É negar a própria essência, a própria origem. Se confinando ao pior dos desertos. O Amor assusta, é verdade. É aposta cega, monta-russa sem cinto de segurança, mas é o risco que se corre, o efeito colateral de VIVER. Porque só vivemos, de fato, quando amamos alguém. Quando tiramos a armadura, baixamos a guarda, despimos do ego. Caso contrário, encenamos, mas não existimos.
Arrisque! Ame sem pressa, satisfaça tuas vontades. Pecado é passar pela Terra e ter desperdiçado todo Amor que há disponível aqui com medo de sofrer. Esse já é o maior dos sofrimentos.
De um amor gasto a gente se cura, de um coração vazio, jamais.
Bruna Stamato
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